Quarta, 07 de Janeiro de 2009



O Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A - BTMU B considera o gerenciamento de riscos essencial em todas as suas atividades, utilizando-o com o objetivo de agregar valor aos seus negócios, proporcionando suporte no planejamento de suas atividades e maximizando a utilização de recursos próprios e de terceiros, em benefício de seus acionistas e da sociedade com um todo. Considera também que o gerenciamento de riscos é altamente relevante em virtude da crescente complexidade dos produtos e serviços oferecidos no mercado e também pela globalização dos seus negócios. Por essa razão, o BTMU B aprimora continuamente suas atividades relacionadas ao gerenciamento de riscos, aplicando e aliando as melhores práticas do mercado financeiro internacional, às práticas locais.

A estrutura organizacional para o Gerenciamento de Riscos no BTMU B conta com a participação diretiva, mediante o funcionamento de comitês executivos subordinados à Presidência onde são estabelecidas as políticas e diretrizes para o acompanhamento dos riscos. Possui um departamento independente da área de negócios - Departamento Risk Management - que tem por atribuição a responsabilidade pelo monitoramento dos riscos de crédito, mercado e operacional de forma integrada, demonstrando o compromisso da Instituição com o tema e assegurando um gerenciamento adequado que também atenda as exigências do Regulador e aos conceitos emanados pelo Novo Acordo de Capitais da Basiléia (Basiléia II).

1. RISCO DE MERCADO

O BTMU B define o risco de mercado como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da variação de fatores de risco como taxa de juros, taxas de câmbio, índices e preços. O BTMU B adota uma política e uma exposição bastante conservadora aos fatores de risco de mercado. O controle de cada um desses fatores de risco é monitorado, controlado e supervisionado por um departamento independente da área de negócios - Departamento Risk Management - Grupo Market Risk Control - que, através de sistemas, controla efetivamente os riscos de mercado de forma global, bem como os riscos de liquidez, de modo a prevenir qualquer incapacidade ou redução das posições quando necessário.

1.2. Estrutura e Controle para Gerenciamento do Risco de Mercado

A estrutura de gerenciamento de risco de mercado conta com a participação diretiva do BTMU B através do Comitê de ALM - Asset Liability Management Committee onde são estabelecidas as estratégias e diretrizes para a gestão, o monitoramento e o acompanhamento dos riscos de mercado e de liquidez.

A política de gestão de riscos de mercado do BTMU B consiste no monitoramento diário das posições sujeitas ao risco de mercado e dos respectivos limites estabelecidos, que emprega as metodologias de Value at Risk (VaR), Teste de Estresse e Análise de Sensibilidade, além de limites de Stop Loss e Exposição Financeira.

A estrutura de gerenciamento de risco de mercado foi elaborado com base na Resolução nº 3.464 do Conselho Monetário Nacional de 26 de junho de 2007.

Para que as atividades de gerenciamento dos riscos de mercado possam ser acompanhadas, o BTMU B mantém:

a) Políticas revisadas periodicamente e estratégias claras sobre os riscos de mercado;
b) Processos e Sistemas que permitem o acompanhamento das operações do BTMU B de forma tempestiva de relatórios dos riscos de mercado que são encaminhados à direção do BTMU B;
c) Controle das posições e dos resultados por portfólios/instrumentos financeiros vis-à-vis os limites locais internos ou definidos pelo The Bank of Tokyo-Mitsubishi UFJ, Ltd. (acionista controlador);
d) Modelos de mensuração de risco de mercado tanto para cenários de rotina, bem como para cenários de Stress;
e) Adoção de limites de perda (stop-loss) para os portfólios de Negociação (Trading);
f) Acompanhamento dos limites operacionais estabelecidos pelo Banco Central do Brasil;
g) Processo formal para implantação de novos produtos e operações;
h) Revisão semestral dos limites locais internos.

2. RISCO OPERACIONAL

O BTMU B define risco operacional como a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, ou de eventos externos. A gerenciamento de risco operacional é efetuado por um departamento independente da área de negócios - Departamento Risk Management - Grupo Operational Risk Control. Para obter eficiência na gestão de risco operacional, a Instituição vem aprimorando suas ferramentas de identificação e avaliação de riscos e se empenhando na implantação de controles que estão efetivamente contribuindo para uma melhor gestão do risco operacional.

2.1. Estrutura, Processos e Procedimentos para a Gestão do Risco Operacional

A estrutura de gerenciamento de risco operacional conta com a participação diretiva do BTMU B através do Comitê de Gerenciamento de Risco Operacional e com os gerentes dos departamentos, em todos os níveis da organização que são os principais responsáveis por identificar, avaliar, monitorar, controlar e mitigar os riscos, de forma a incorporar o conceito de gerenciamento de risco operacional no dia-a-dia dos negócios. Essa estrutura é apoiada por um sistema informatizado onde são contemplados os riscos inerentes aos processos, conforme as 08 categorias definidas pela Resolução nº 3.380 do Conselho Monetário Nacional - CMN de 29 de junho de 2006.

Algumas atividades relacionadas à gestão de riscos operacionais são desempenhadas por outros departamentos, tais como: riscos legais; gerenciamento de contratos de terceiros; conformidade às normas e regulamentos; combate à lavagem de dinheiro; gerenciamento de crises e plano de continuidade de negócios; práticas inadequadas a clientes, produtos e serviços; ativos tangíveis; e segurança da informação. Sendo estes responsáveis pela elaboração, disseminação e revisão das respectivas políticas e procedimentos, bem como a elaboração de relatórios destas atividades à alta administração.

No que se refere à mensuração quantitativa do risco operacional, o BTMU B vem identificando os eventos de perdas relativos aos riscos, padronizando as informações e formando uma base de dados de perdas operacionais, conforme determinação do acionista controladora Matriz, os quais também estão em consonância com as necessidades da regulamentação local. Estes eventos de perdas são avaliados individualmente a cada ocorrência e estabelecidos planos de ação, como medidas preventivas para mitigar os riscos operacionais apresentados.

Em conformidade à Circular nº 3.383 do Banco Central do Brasil, o BTMU B adota a metodologia "Abordagem do Indicador Básico" para o cálculo da parcela do Patrimônio Líquido Exigido referente ao Risco Operacional (Popr).

Este material foi elaborado na língua inglesa e portuguesa. A versão em português deste material deverá prevalecer no caso de dúvidas e contradições.

Banco de Tokyo-Mitsubishi UFJ Brasil S/A
1º de Novembro de 2008

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